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Saúde · Coração

Cuidar do coração na terceira idade: hábitos que fazem diferença

Por Equipe Espaço Ikaria · Leitura de 4 min

O coração envelhece junto com a gente — e merece atenção carinhosa, não medo. Doenças cardiovasculares seguem entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo, mas boa parte dos fatores de risco pode ser acompanhada e reduzida com hábitos diários e cuidado médico regular.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a Organização Mundial da Saúde reforçam pilares conhecidos: alimentação, movimento, não fumar, controlar pressão, açúcar e colesterol, e cuidar do sono e do estresse. Pequenos passos consistentes valem mais do que promessas impossíveis.

1. Movimento: o remédio que se faz a pé

Caminhar em ritmo confortável, subir escadas com segurança, dançar ou fazer exercícios de força leves ajuda o coração e a circulação. A OMS recomenda, para adultos 65+, combinar atividade aeróbica com fortalecimento e equilíbrio. Comece pelo que for possível hoje — e aumente aos poucos, com orientação se houver doença cardíaca conhecida.

2. Prato amigo do coração

A OMS destaca dieta inadequada (excesso de sal, açúcar e gorduras) como fator de risco importante. Prefira frutas, verduras, leguminosas, grãos integrais, peixes e azeite; reduza ultraprocessados e o saleiro na mesa. Hidratação e refeições em horários regulares também ajudam quem toma remédios contínuos.

3. Pressão, diabetes e colesterol sob olhar

Hipertensão, diabetes e dislipidemia elevam o risco cardiovascular. Medir, anotar e levar os números às consultas faz diferença. A diretriz de prevenção da SBC orienta prevenção primária e secundária com base nesses fatores clássicos — sempre individualizando o tratamento com o cardiologista ou a equipe da Atenção Primária.

4. Pare de fumar e limite o álcool

Parar de fumar é uma das atitudes com maior impacto na saúde do coração e dos vasos, em qualquer idade. O uso nocivo de álcool também aumenta riscos. Se precisar de apoio para abandonar o cigarro, procure a unidade de saúde: há estratégias e acompanhamento disponíveis.

5. Sono, vínculos e sinais de alerta

Noites mal dormidas, solidão e estresse crônico pesam no coração. Valorize rotina de sono, convivência e atividades prazerosas. Procure atendimento urgente se houver dor no peito, falta de ar intensa, desmaio, fraqueza súbita de um lado do corpo ou fala enrolada — não espere “passar”.

Dica de ouro: combine um “combinado do coração” em família: caminhada curta três vezes por semana, menos sal no tempero e a caixinha de remédios em dia. Metas simples e compartilhadas aumentam a chance de durar.
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de médicos (incluindo cardiologistas) e demais profissionais de saúde. Cada caso é único — o acompanhamento profissional é fundamental.

Fontes

  1. World Health Organization. Cardiovascular diseases (CVDs) — Fact sheet. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases-(cvds)
  2. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC – 2019. https://abccardiol.org/article/atualizacao-da-diretriz-de-prevencao-cardiovascular-da-sociedadebrasileira-de-cardiologia-2019/
  3. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualização das Diretrizes em Cardiogeriatria da SBC – 2019. https://doi.org/10.5935/abc.20190086

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