Hortaterapia e plantio na horta do Espaço Ikaria
Nutrição · Hortaterapia

Prato colorido: legumes e frutas na rotina do idoso

Por Equipe Espaço Ikaria · Leitura de 4 min

Quanto mais colorido e variado o prato, maior a chance de reunir vitaminas, minerais e fibras diferentes. A OMS sugere, para adultos, pelo menos 400 g de frutas e vegetais por dia (excluindo tubérculos amiláceos) como parte de uma alimentação saudável que ajuda a reduzir o risco de doenças não transmissíveis.

No Brasil, o Ministério da Saúde reforça: frutas, legumes e verduras devem aparecer em todas as refeições do idoso. E há um atalho afetivo: a Hortaterapia — plantar, colher e preparar juntos — aproxima o alimento da mão e da memória.

1. Cor no prato = variedade (não “superalimento”)

Verde-escuro, laranja, vermelho, roxo: cada família de cores costuma trazer compostos diferentes. O ponto não é decorar o Instagram — é oferecer escolha real ao longo da semana. Congelados e enlatados sem excesso de sal ou açúcar também contam, segundo orientações da OMS sobre dieta saudável.

2. Hortaterapia: do canteiro à mesa

Cuidar de mudas, regar e colher alface, tomate-cereja ou temperos estimula movimento leve, atenção e conversa. Revisões e estudos sobre horticultura terapêutica apontam benefícios potenciais para humor e funções cognitivas em idosos — sempre como complemento, não como tratamento isolado. No Centro-Dia, a horta vira Estimulação motora suave e Estimulação social.

3. Como encaixar legumes sem briga na mesa

4. Frutas: sobremesa e lanche, não só “suco”

Fruta inteira traz fibra; muitos sucos concentram açúcares livres. O Guia Alimentar valoriza a fruta in natura. Entre refeições, um pedaço de fruta da estação costuma ser melhor aliado do que biscoito recheado — sem rigor excessivo: o prazer também alimenta a adesão.

5. Quando o apetite está baixo

Porções menores, apresentação bonita e companhia à mesa ajudam mais do que sermão. Se há perda de peso, dificuldade para engolir ou restrição médica, o nutricionista e o médico definem o plano — o cuidador observa e registra, sem inventar suplementos por conta própria.

Dica de ouro: Combine “colher e comer”: se a pessoa plantou o tomatinho ou a hortelã, use no mesmo dia no almoço. O vínculo com o que veio da horta costuma abrir o apetite melhor do que a frase “tem que comer salada”.
Importante: este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de médicos, nutricionistas e demais profissionais. Quantidades, restrições e texturas são individuais — especialmente em diabetes, doença renal, disfagia ou uso de anticoagulantes.

Fontes

  1. OMS / WHO. Healthy diet — Fact sheet. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/healthy-diet
  2. OMS / WHO. Increasing fruit and vegetable consumption to reduce the risk of NCDs (eLENA). https://www.who.int/tools/elena/interventions/fruit-vegetables-ncds/
  3. Ministério da Saúde. 10 passos da alimentação saudável para idosos. 2020. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2020/10-passos-da-alimentacao-saudavel-para-idosos-durante-a-pandemia
  4. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2ª ed. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf

Da horta ao prato, com companhia

No Espaço Ikaria, Hortaterapia, refeições em grupo e cuidado no dia a dia ajudam a trazer cor e prazer para a alimentação do idoso.

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